30 de agosto de 2011

Sobre a orientação da SEE para os designados


As recentes estratégias adotadas pelo Governo de Estado a respeito do nosso movimento demonstram que, diferente dos índices divulgados pela Secretaria, a greve é grande, atinge todo o Estdado e todos os setores da escola.
Por isso, paralelo ao anúncio do Governador de que pediria o Procurador Geral do Estado para mediar a reunião com o sindicato, a Secretaria de Estado do Educação adota um comportamento de acabar com a greve através de ameças. Isso ocorre toda semana, no dia que antecede a nossa assembleia. A novidade desta semana é a orientação, feita pela Secretaria de Estado da Educação, para que os designados retornem ao trabalho afirmando que eles não têm o direito de greve.
Cuidado com esta nova estratégia. Ninguém deve assinar nenhum documento uma vez que o sindicato já comunicou o início da greve ao Governo do Estado. Os servidores designados têm o direito de participar da greve, pois o direito à greve independe do vínculo funcional.
Se não resistirmos, na próxima semana o governo adotará nova estratégia que atingirá outro segmento para o retorno às atividades.


Em toda a nossa história, é a primeira vez que a categoria tem uma lei federal e uma decisão do Supremo Tribunal Federal a nosso favor. Se não conquistarmos o Piso Salarial este ano,quando o conquistaremos?

Assembleia Estadual -Professores Mineiros


A LUTA É PELO PISO SALARIAL Aperfeiçoar o subsídio NÃO ATENDE à categoria

 No dia 23 de agosto, o Governo do Estado 
anunciou, por meio de coletiva à imprensa,
  Nas várias medidas que segundo ele têm o 
objetivo de “aperfeiçoamento do subsídio”.          
Este anúncio é uma tentativa do Governo de 
convencer a categoria a desistir da luta pelo          
Piso Salarial Profissional Nacional e tentar construir     
a ideia de que suas propostas são boas alternativas    
à categoria. Mas na realidade não são.
Outra estratégia do governo é tentar 
desqualificar o Sindicato como interlocutor da 
categoria ao apresentar modificações que não são o 
foco do movimento e sem diálogo com a entidade. 
Acompanhe uma breve análise do que foi 
apresentado pelo Governo.
Fala do Governo:5% de reajuste na     
tabela  do  subsídio  a  partir  de  2012.
A realidade que o governo não disse:    
A tabela de subsídio é de junho de 2010. Se o   
primeiro reajuste ocorrer em abril de 2012 como o 
governo anunciou, a tabela de subsídio continuará 
defasada e não ocorrerá sequer a reposição da 
inflação  do  período.
Compare com o Piso Salarial Profissional 
Nacional (Lei 11.738/08): o reajuste do Piso     
Salarial é anual e de acordo com o custo-aluno.     
Este cálculo não depende do Governo do Estado,    
mas está previsto na Lei Federal. A previsão de 
reajuste  do  Piso  Salarial  para  2012  é  de  22%.
Fala do Governo: Garantia de reajustes e 
não redução da Vantagem Pessoal Nominalmente 
Identificada (VPNI), criada para alguns servidores 
com  o  posicionamento  no  subsídio.
 A realidade que o governo não disse:

As vantagens atrasadas que o servidor receber 
(direitos adquiridos pelo servidor que o Estado não 
pagou) serão descontadas dos valores referentes à 
Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada e do 
percentual de 5% concedido no ato do posicionamento 
na tabela do subsídio em fevereiro de 2011. 
Ou seja, o servidor continuará prejudicado. 
Fala do Governo:Novo posicionamento     
na tabela do subsídio considerando o tempo de 
efetivo  exercício.
A realidade que o governo não disse:    
Em 2004 o Governo do Estado implantou o atual Plano 
de Carreira. Na época, o governo estadual se 
comprometeu em valorizar o tempo de serviço, o   
que foi regulamentado em dezembro de 2009,      
com pagamento previsto em julho de 2010.            
No entanto, o pagamento ocorreu apenas em 
setembro de 2010 e o Estado ainda não pagou      
dois  meses  deste  reposicionamento.
A forma de considerar o tempo de efetivo 
exercício proposto pelo Governo não valoriza o tempo 
que cada servidor tem. A matemática “a cada três 
anos: uma progressão” descumpre a atual regra de 
progressão, que é a cada dois anos. Além disso, há 
um escalonamento até 2015 e não esclarece se o 
governo respeitará as futuras progressões a que o 
servidor terá direito. Outro aspecto de grande 
desrespeito é que este escalonamento fará com 
que o servidor volte para o primeiro grau do nível da carreira.
Outro contrasenso é a fala do governo de    
que onovo posicionamento também corrigirá uma 
distorção relativa a servidores que já concluíram o 
período de estágio probatório e estão no grau A”.  
Esta regra já existe de acordo com a Lei 15.293/04.

Bom  no  meu caso fui posicionada como PEB2A, quando deveria ter  sido   posicionada  pelo  grau de instrução e tempo de serviço em PEB4 e algumas letras, somente  em janeiro de 2010 fui posicionada a  PEB4A, novamente no final do ano  passado, novo posicionamento , onde  meu  primeiro cargo tenho quase 7 anos de diferença , posicionada com  4 letras a menos, cuja reclamação feita e protocolada. Não entendo como  foi feito esse posicionamento. Retornei a carreira antiga , e  completei  30 anos de serviço,tendo direito ao meu 6º quinquênio, até hoje nem  publicado foi. Isto é  certo?



A greve não e ilegal. Temos que lutar.

Golpe baixo do governo mineiro! E-mail enviado hoje aos diretores de escolas ameaça demitir servidores designados em greve. Não podemos recuar, colegas! Estamos muitos próximos da vitória. Demissão por greve é ilegal!

25 de agosto de 2011

Trabalhadores/as em educação decidem: a greve continua por tempo indeterminado


Em Assembleia Estadual realizada nesta quarta-feira, (24/08), no Pátio da ALMG, em Belo Horizonte, cerca de 9 mil trabalhadores/as em educação, sob coordenação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), decidiram continuar em greve por tempo indeterminado.
Pela manhã, o Comando Geral de Greve esteve reunido para avaliação do movimento e da nova proposta de política salarial para a educação, anunciada nessa terça-feira (23/8), pelo governo do Estado, através das Secretarias de Estado da Educação e do Planejamento e Gestão.
A direção do Sind-UTE/MG entende que a proposta de política salarial para a educação anunciada pelo Governo de Minas não faz justiça às reivindicações da categoria.
O Projeto de Lei que o governo enviará à Assembleia Legislativa, segundo a Secretaria de Estado da Educação, possui propostas de aperfeiçoamentos na política salarial dos profissionais da educação do Estado que entrou em vigor em janeiro deste ano; mas os trabalhadores em educação não entendem desta forma.
A coordenadora-geral do Sindicato, Beatriz Cerqueira, explica que a nova proposta foi discutida amplamente com a categoria durante a Assembleia Estadual e por fim foi rejeitada. “Essa proposta comprova que o governo não apresenta melhorias para a educação. Nossa luta é pelo Piso Salarial e, aperfeiçoar o subsídio não atende à categoria”, afirma.
A categoria está em greve desde o dia 08 de junho. A reivindicação é pelo imediato cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), que segundo avaliações do MEC está estipulado atualmente em R$ 1.187,00. O governo de Minas paga hoje de vencimento básico, o valor hoje R$ 369,00.
Calendário de atividades aprovado durante a Assembleia Estadual
- 25/08 - Fórum Técnico de Segurança nas Escolas – Araxá
- 26/08 - Atividades em Tiradentes e Fórum Técnico sobre o PSPN na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
- 29/08 - Entrega do dossiê da Educação para a Organização Internacional do Trabalho (OIT) durante encontro na Fecomércio que vai discutir sobre o trabalho decente.
- 31/08 – Assembleia  Estadual no Pátio da ALMG – 14h.
-  Realização de encontros locais e regionais até a próxima assembleia em parceria com entidades sindicais e movimentos sociais.
Após a Assembleia Estadual, os/as trabalhadores/as em educação seguiram em passeata até a Praça Sete, no centro de Belo Horizonte.
Sind-UTE/MG – Assessoria: Eficaz (31) 3047-6122 e 9976-4112
 
Crédito: Eduardo Nunes/CEN

24 de agosto de 2011

O Caderno - Padre Fabio de Melo !("-")!

TOQUINHO - AQUARELA ( legendado ).

Assembleia Estadual


Trabalhadores/as em educação promovem vários atos públicos em Belo Horizonte


Manifestantes fecharam rodovias e fizeram passeata na Av. Afonso Pena
Diversos atos públicos foram realizados nesta terça-feira (23/08), pelos educadores/as em greve, desde o dia 8 de junho. Coordenados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), os manifestantes ocuparam partes das rodovias MG 10 e BR 381, a entrada do INCRA, na Avenida Afonso Pena e também se juntaram a outras categorias em greve e membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), na Praça Sete, centro de Belo Horizonte. O objetivo foi mostrar à sociedade mineira que o Governo do Estado não negocia com os trabalhadores/as e não paga o Piso Salarial.
A mobilização teve início na BR 381, cidade de Sabará, próximo à ponte provisória do Rio das Velhas. No local os educadores/as distribuíram panfletos, exibiram faixas, algumas com os seguintes dizeres: “O Piso Salarial Nacional Agora é Lei: Faça Valer!!!” e “Quem luta educa, modifica e faz a sua história” e proferiram palavras de ordem. “A partir de agora essa vai ser uma prática constante do nosso movimento, vamos intensificar os nossos atos até conseguirmos o que nos é de direito”, disse o diretor estadual do Sind-UTE/MG, José Luiz Rodrigues.
De Sabará, os educadores/as seguiram para a rodovia MG 10, no quilômetro 4, sentido Lagoa Santa. Os manifestantes fecharam a pista. No local, por meio de palavras de ordem, a categoria enviou sua mensagem ao Governo do Estado. “É greve, é greve, é greve, até que o Anastasia pague o Piso que nos deve”. A diretora estadual do Sind-UTE/MG, Marilda Abreu, afirmou que as mobilizações tem o objetivo também de denunciar que este Governo não cumpre uma lei federal e mostrar que em Minas Gerais o Estado não defende a oferta de uma educação de qualidade.
Já na Avenida Afonso Pena, na entrada da sede da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Minas Gerais, região Centro-Sul da Cidade, mais uma vez, a categoria dialogou com a sociedade. Os manifestantes fecharam os dois sentidos da avenida com o intuito de mostrar a comunidade local a realidade do Governo do Estado.
Houve ainda atos públicos com uma passeata da sede do Incra até a Praça Sete, centro da cidade.  
Assembleia Estadual – E os trabalhadores em educação de Minas Gerais, sob o comando do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), realiza nessa quarta-feira, 24/8, a partir das 14 horas, no pátio da ALMG, Assembleia Estadual dos trabalhadores/as em educação. O objetivo é avaliar a atual conjuntura do movimento grevista e definir novos rumos do movimento. Pela manhã, o Comando Geral de Greve se reúne, a partir das 9 horas no auditório do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (CREA), à Avenida Álvares Cabral, 1.600, Santo Agostinho.

20 de agosto de 2011

Sind-UTE/MG entrega dossiê da educação de Minas ao ex-presidente Lula - Temos que ter fé - Peço ao colegas que não aderiram a greve que venham lutar conosco, só com ela conseguiremos , que se faça cumprir a lei. Pensem com carinho,quanto mais adesões, mais fortes ficaremos, e sei que nossos alunos e pais nos ajudarão, também sou mãe, de filhos em escola pública, e o que não queremos de mal pros nossos filhos ,não queremos para nossos (filhos) alunos.

A comissão de negociação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) entrega, em instantes, um dossiê sobre a educação em Minas Gerais ao ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte.
Trata-se de mais uma ação em prol da categoria, em greve desde o dia 8 de junho. O movimento grevista dos trabalhadores em educação tem como prioridade a implantação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), conforme Lei Federal 11.738/08, sancionada pelo então presidente Lula.
A coordenadora-geral do Sindicato, Beatriz Cerqueira explica a iniciativa. “O Lula, além de ser um expoente político e referência no meio sindical, foi responsável pela sanção desta lei que institui o PSPN e, por isso, ninguém melhor do que ele próprio para apoiar esta justa causa dos trabalhadores em educação de Minas Gerais. A ideia é ressaltar a importância de uma política de implementação do Piso em todo o país.”
Uma cópia do dossiê também foi entregue, no último dia 16, à Ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti e para o Ministro da Educação, Fernando Haddad, em Brasília. O documento, que foi entregue durante Audiência Pública pela Diretora Estadual e membro da Executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marilda Abreu. O dossiê traz, de forma detalhada, a aplicação dos recursos da educação e, por meio dele, será possível comprovar que sequer o estado de Minas Gerais cumpre o que a Constituição Federal determina para a educação pública, ou seja, não investe o percentual constitucional de 25%, conforme relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado.
O Sind-UTE/MG afirma que o Governo de Minas Gerais não cumpre a Lei Federal 11.738/08 e paga um vencimento básico para professor de nível médio de R$369,00, conforme denúncia feita à Procuradoria Geral de Justiça de Minas Gerais, comprovada em contracheques da categoria.