17 de novembro de 2011

Estados não cumprem lei do piso nacional para professor - Jornal Folha de São Paulo - 16/11/2011

Ao menos quatro Estados estão fora das duas normas para o magistério

Lei nacional prevê remuneração de R$ 1.187 para 40 horas semanais e 33% de tempo extraclasse
Entidade recomenda que sindicatos de professores entrem com ações judiciais contra Estados infratores

Aprovada há mais de três anos, a lei nacional do piso do magistério não é cumprida em pelo menos 17 das 27 unidades da Federação.

A legislação prevê salário mínimo de R$ 1.187 a professores da educação básica pública, em jornada semanal de 40 horas, excluindo as gratificações, e assegura que os docentes passem ao menos 33% desse tempo fora das aulas.

A idéia é que os professores tenham melhores condições de trabalho com aumento salarial e período remunerado para atender aos alunos, preparar as aulas e estudar.

O levantamento da Folha com as secretarias estaduais de Educação mostra que a jornada extraclasse é o ponto mais desrespeitado da lei: 15 Estados a descumprem, incluindo São Paulo, onde 17% da carga é fora da classe.

Desse grupo, quatro (MG, RS, PA e BA) também não pagam o mínimo salarial, ou seja, estão totalmente fora da legislação nacional. Outros dois desrespeitam só o salário.
Para aumentar o período dos docentes fora da sala de aula é preciso contratar mais profissionais ou elevar a carga dos que já estão na rede -ambas opções são custosas.
A lei pode ajudar professores como Diliana Márcia de Barros Lisboa, 43, que leciona história e geografia a adolescentes em duas escolas estaduais de Minas Gerais. Seu salário base é R$ 712.

Ela só consegue corrigir trabalhos e preparar aulas à noite. "Com esse salário, apenas sobrevivo", diz Diliana.

IMBRÓGLIO JURÍDICO
A implementação da lei do piso foi conturbada. Sancionada em julho de 2008, foi contestada três meses depois no Supremo Tribunal Federal pelos governos de MS, PR, SC, RS e CE. Uma das principais argumentações era que a regra significava intromissão em assunto que caberia a cada Estado e município.

Em abril deste ano, o Supremo decidiu que a lei não fere a Constituição.

O Ministério da Educação afirma que a regra deve ser aplicada imediatamente, mas que não pode obrigar Estados e municípios a cumpri-la.

Por outro lado, a gestão Dilma disse que pode ajudar redes com dificuldades financeiras, desde que elas comprovem a necessidade -o que não tem ocorrido, afirma o Ministério da Educação.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação disse que recomendou a seus sindicatos que entrem na Justiça para cobrar a adoção. Governadores e secretários podem sofrer ações de improbidade administrativa.

"Estados e municípios não se prepararam porque apostaram que ganhariam no Supremo", disse o presidente da confederação, Roberto Leão. O Consed (órgão que reúne secretários estaduais de Educação) disse ser favorável à lei, mas que é necessário um período para transição. "O impasse não interessa a ninguém", disse o vice-presidente Danilo de Melo Souza.
Colaboraram PAULO PEIXOTO, em Belo Horizonte, e as Sucursais de Brasília e Rio

Governos dizem que irão se adequar à lei

A maior parte dos Estados que descumprem a lei disse que vai se adequar à regra. O governo de São Paulo informou "que finaliza" o mecanismo para adotar a carga extraclasse mínima. O Rio Grande do Sul disse que se adaptará até 2014.

Minas Gerais afirmou que já encaminhou projeto ao Legislativo para se adequar. A tramitação, porém, foi suspensa após a criação de comissão de negociação que discute o acordo que pôs fim a uma greve de 112 dias.

O piso é desrespeitado em uma das duas opções de carreira, que possui 38% da categoria, segundo o governo.

A Bahia afirmou que fechou acordo na semana passada com docentes. Maranhão disse que já finalizou o projeto. Rondônia, Goiás, Pará e Espírito Santo afirmaram que se adequarão.

Acre e Rio Grande do Norte disseram possuir avaliação interna que aponta que cumprem a carga extraclasse, ainda que os percentuais informados estejam abaixo dos 33%.
Pernambuco afirmou que ainda há dúvidas jurídicas em relação à lei.

"Todos queremos o piso e a jornada extraclasse. Mas se o impacto é muito grande, não adianta insistir, precisamos de tempo para transição", disse o vice-presidente do Consed (conselho dos secretários estaduais de Educação), Danilo de Melo Souza. (FT e LB)

Análise

Mozart Neves Ramos

Sem pacto, país fica distante da educação de qualidade

Ao contrário do que ocorre nos países que estão no topo da educação, os jovens brasileiros não desejam seguir a carreira de professor.

São necessárias políticas para mudar o cenário, incluindo salário, plano de carreira atraentes e formação.

Um professor no Brasil, segundo a Pnad 2009, ganha, em média, 40% menos do que profissionais com o mesmo nível de escolaridade.

Para reverter o quadro, o MEC propôs meta de equiparação salarial do magistério com as demais profissões, no Plano Nacional de Educação, que está no Congresso.

Uma das estratégias é fazer valer a decisão do Supremo Tribunal Federal de implementar a lei do piso salarial do magistério. Isso só irá se concretizar com a efetiva suplementação financeira do governo federal, uma vez que a maioria dos municípios tem dificuldades orçamentárias.

Há ainda o entrave em relação aos 33% da jornada de docente destinados às atividades extraclasse. Segundo alguns Estados e municípios, o percentual implica a necessidade de novas contratações, o que esbarraria na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Diante de tantas dificuldades, uma coisa é certa: sem pacto nacional pela valorização dos professores, continuaremos distantes da educação de qualidade a todas as crianças e jovens do Brasil.

MOZART NEVES RAMOS é conselheiro do movimento Todos Pela Educação e do Conselho Nacional de Educação

13 de novembro de 2011

Educadores/as definem estratégias para conquistas da categoria


Em Assembleia Estadual realizada nessa quinta-feira (10/11), no pátio da Assembleia Legislativa, trabalhadores/as em educação decidiram adotar estratégias de pressão para o cumprimento do Termo de Compromisso assinado pelo governo do estado no dia 27/09/11.

O calendário de mobilização aprovado pela categoria foi o seguinte:

- Mobilização através de uma "operação Governador pague o Piso na carreira": com redução da jornada nos três turnos da escola nos dias 16, 17 e 18 de novembro com as seguintes atividades:

16/11 - Reunião por escola para organização da reunião com a comunidade, discussão sobre como viabilizar a não aplicação das avaliações sistêmicas;
17/11 - Reunião com a comunidade escolar (o material está disponível no site do sindicato);
18/11 - Assembleia local para organizar a mobilização para o dia 22/11 e avaliação do resultado da reunião da comissão tripartite do dia 16/11;
- nova mobilização estadual com assembleia para pressionarmos a assembleia legislativa no dia 22/11;
- não participar das avaliações sistêmicas.

Com a aprovação do calendário de mobilização, a suspensão da reposição (encaminhada como estratégia de pressão) será modificada e retornaremos a repor.

Manifestação Conjunta – Após a assembleia da categoria, foi realizado um ato conjunto com os servidores/as da Polícia Civil, eletricitários e trabalhadores da saúde. Os policiais civis promoveram assembleia e decidiram manter o movimento grevista. Já os eletricitários promoveram manifestação pela manhã em frente a Cemig, e logo em seguida se uniram às demais categorias na Praça da Assembleia. Os trabalhadores/as da saúde promoveram paralisação de 48 horas, para reivindicar o cumprimento do acordo que o Governo fez com a categoria.

Também participaram das atividades a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindágua, o Sindicato dos Correios, DCE da UFMG, Associação Metropolitana de Estudantes (AMES) e várias entidades dos movimentos sociais.


22 de outubro de 2011

Enem começa com provas de Ciências Humanas e da Natureza

Confira dicas para a realização do exame marcado para ser iniciado às 13h deste sábado


“O aluno tem média de três minutos para cada questão. Se ele encontrar alguma que não saiba responder, é melhor pular e voltar depois”. “Não adianta tentar estudar em cima da hora, a não ser que queira tirar dúvida específica. Se você está por dentro do que aconteceu no Brasil e no mundo este ano, vai servir como gancho para a prova, como centenário da descoberta do núcleo do átomo, derramamento de petróleo”, adianta.
A PM informou que o policiamento será reforçado em todos locais onde serão realizadas as provas do Enem, sobretudo nos pontos de maior concentração.
Os testes deste sábado (Ciências Humanas e da Natureza) têm duração de 4h30. Os de domingo (Linguagens, Matemática e Redação), de 5h30. O aluno deve chegar até no máximo as 12h ao local de prova. Os portões fecham às 13h. Cada prova tem 45 questões. O gabarito oficial só será divulgado na terça-feira.


Fique de olho
O que levar
Caneta preta, de material transparente; cartão de confirmação da inscrição, documento de identificação original com foto; água e lanche.

É proibido

Lápis, borracha, apontador, lapiseira, grafite, livros manuais, anotações, aparelhos eletrônicos (calculadoras, celulares, gravador, MP3).

Na hora da prova
Conte se o número de perguntas corresponde ao de respostas nos seus cartões. Não se esqueça de marcar a cor do Caderno de Questões no seu Cartão-Resposta. Confira dados e assine. Transfira para a folha de respostas só as alternativas correspondentes ao idioma escolhido.

Boa sorte aos candidatos. Muita calma e concentração.

Que você e sua família


Que você e sua família,

tenham um final de semana

na doce paz de Jesus!!!

Beijos no seu coração

17 de outubro de 2011

( E o corte foi feito do mês integral , estamos muito felizes)

Rogério Correia PT

Salário no início novembro será pago sem cortes e 13º será pago até 15 dezembro também. Premio de produtividade será viabilizado.

Os cortes da greve de setembro serão feitos proporcionalmente à partir de dezembro, mas serão recompensados com acréscimo nos pagto das reposição das aulas.

Mais detalhes no Blog da Beatriz Cerqueira - http://tinyurl.com/5spzor8@MGsemcensura


Reuniao com o governador e a comissão. Qual foi o avanço? Terá dinheiro para pagar ou não?

Rogério Correia PT
Anistia para os grevistas em sua vida funcional.Diretores e vices exonerados não.Discussão Piso Salarial na Carreira só na segunda próxima.
( E o piso fica onde?)

Fim reunião negociação.Salário no início novembro será pago sem cortes e 13. até 15 dezembro tbém.Premio de produtividade será viabilizado.

Piso adiado para próxima segunda! (grande evolução)

Reunião encerrada. Anistia garantida. Prêmio de Produtividade, 13º e dias parados obteve avanço considerável.

15 de outubro de 2011

Hj é o dia do "Professor" Jô Soares

Jô Soares sobre professor!!!
Jô Soares

O material escolar mais barato que existe na praça: o professor!
Se é jovem, não tem experiência. Se é velho, está superado. Se não tem automóvel, é um pobre coitado. Se tem automóvel, chora de "barriga cheia'. Se fala em voz alta, vive gritando. Se fala em tom normal, ninguém escuta. Se não falta ao colégio, é um 'caxias'. Se precisa faltar, é um 'turista'. Se conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos. Se não conversa, é um desligado. Se dá muita matéria, não tem dó do aluno. Se dá pouca matéria, não prepara os alunos. Se brinca com a turma, é metido a engraçado. Se não brinca com a turma, é um chato. Se chama a atenção, é um grosso. Se não chama a atenção, não sabe se impor. Se a prova é longa, não dá tempo. Se a prova é curta, tira as chances do aluno. Se escreve muito, não explica. Se explica muito, o caderno não tem nada. Se fala corretamente, ninguém entende. Se fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário. Se exige, é rude. Se elogia, é debochado. Se o aluno é reprovado, é perseguidor. Se o aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!
ATUALIZA AÍ ... ESTAMOS EM 2011, NADA MUDOU !! Esta é para ser repassada mesmo.